Have an account?

quinta-feira, 4 de março de 2010

voltei ein

                  Meus queridos leitores (haha ;x) não venho aqui a séculos, confesso que me dá preguiça de escrever por aqui. Pouca coisa mudou desde a ultima postagem [fiz 18 anoos :D, to denovo no pré {dessa vez pra valer (?)}, sai poucas vezes, tambem vou fazer ifrj ¬¬ , ainda nao consegui me matricular na academia ... ]
                  Esses dias foram um pouco dificies pra mim, não por nada, é pq tenho me sentindo estranha , conflitos pessoais, que são reflexos de atos e situações vividas.
                 Ah , domingo vou fazer festa, nervosinhooo! que tudo dê certo!
                 Toda vez que via textos lindos, lembrava daqui .. hoje vou postar um ... Prometo tentar nao deixar isso aqui tãão abandonado assim (yn) Fiz um texto, depois ponho aqui (vergoinha) , por enquanto uns de drumond, que são melhores . rs
BEEIJOS (k) até proximo post
            

As coisas que amamos

as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra maneira se tornam absolutanuma outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
(Carlos drummond de andrade)
 
 
 
AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade.

AMOR ANTIGO
(Carlos Drummond de Andrade)



O amor antigo vive de si mesmo
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino não nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e beleza
Por aquelas mergulhas no infinito,
e por estas suplanta a natureza



Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.


Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velo quanto mais amor ...

1 comentários:

Sarah Torquato & Andressa Louback disse...

ahhh posta seu texto, quero ver.

Postar um comentário